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A mostrar mensagens de Janeiro, 2011

Capt. 6

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Capt. 6

No hall do hotel vejo-os, os desolados a procura de uma puta para uma foda infrutífera, outros encontraram o amor, nestes casos imagino-os vestidos à indiana jones num daqueles túneis infindáveis à procura do amor, imagino-o encarcerado num baú fechado a 7 chaves, quer dizer, 1000 chaves, vejo-os sorridentes a saírem para a claridade da avenida armados de enormes escudos anti dor enfrentam a rua.... vejo-os nas entradas dos hotéis cosmopolitas, perdidos e encontrados, alguns achados, o tempo passa mas não nos termos normais do tempo horas ou minutos, passa no relógio dos passos dos outros, 1 passo, 2 passos, uma pessoa, duas pessoas, olho-me no reflexo de design moderno agregado à parede, olho-me nos olhos e aproximo-me para ver os pormenores, agitado reparo no meu olho, pergunto-me se é mesmo meu será que roubei a alguém?

Capt. 5

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Capt. 5

Construímos uma pequena história totalmente inacabada, e agora eu deprimido não tenho capacidade para tentar mais nada e tu simplesmente não tentas, e como se fossemos comboios a correr em direcções opostas afastamos-nos, não conversamos mais, não dialogamos sobre o que quer que fosse, já não me melgas mais, nem te preocupas, aquilo que te trazia a mim murchou, talvez por minha culpa, talvez por não ter regado esse jardim, sinto-me derrotado, a realidade é que perdi, a realidade é que perdi, dizem que quando perdemos algo ganhamos algo completamente diferente, não queria perder mais gente, porque essas pessoas fazem-me muita falta, já não sou quem era, agora apenas rasgos do que fui sobressaem entre tristeza e apatia provocada por anti-depressivos, não queria me mudar de novo, abrir o coração de novo a gente nova, receio não ter nada de bom nesse pequeno cofre, que darei eu a essa gente nova?
Se pudesse chorar agora, mas não, estou tão apático que até a escrita me escapa.
Desabaf…

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Capt. 4

"Auff Auff" a minha respiração começa a pesar, levanto-me de novo, o tapete manchado com o meu sangue, "rrrrrr", ranger de dentes estranho, devo ter o maxilar fracturado, não consigo ver bem tenho a vista desfocada, a pernas pesam, "arghhhhhh", lá vem ele de novo, "scouch, puff, puff", protejo-me deficientemente, as luvas pesam-me, ele com três murros contra os meus braços encosta-me de novo a rede, "scouch, AuUUUU" um murro nos rins, golpe baixo, o árbitro separa-nos e eu agarro-me às corda para não cair, "nada de golpes baixos, a próxima vez que te vir fazer isso acabo com esta merda e juro-te que perdes" o aviso para o meu adversário, "filho, estás bem? Queres continuar o combate" um pé depois do outro ergo-me de novo, fixo o árbitro e sacudo a cabeça afirmativamente, "auff auff auff", começo aos pulinhos mas sinto-me tão pesado, ele aproxima-se a uma velocidade estonteante, "aaaaaaaaaaaaaa…

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Capt. 3
Um telemóvel de alguém que já partiu de entre os vivos continua ligado, continuo a achar maravilhoso a quantidade de mensagens que este dispositivo recebe, tanta gente com saudades, hoje fizeram-me ouvir uma mensagem, que me deixou a pensar, que Deus idiota que leva alguém com tanto potencial e me deixa a mim, uma triste figura de gente, mas pronto ninguém está aqui para ler a pena que tenho de mim, passo a transcrever.

"Mensagem recebida a 8 de Janeiro 2011, olá, sou eu, certamente ainda te lembras da minha voz, claro que não, já foste, tenho tantas saudades tuas mano, tantas, que as vezes dou por mim a ligar este número à espera que atendas "snifff", lembras-te do jonny, aquele namorado do qual não gostavas nada, traiu-me, tou tão triste "som de choro", tenho tantas saudades de te ouvir dizer que quem não me quiser só pode ser idiota, liguei para o teu amigo, ele disse-me exactamente isso e ambos choramos um pouco, ele disse-me que lhe costumavas diz…

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Para lá da montanha, num local bem pequeno que só é achado à lupa, pensa o homem, mirando as estrelas, o que me faz feliz? As estrelas perdidas no espaço não dão resposta. Uma voz amiga de repente diz, eu faço-te feliz? Ele olha mirando o ser que agora se aproxima, volta a mirar o espaço sideral, e responde, fazes, fazes-me feliz, mas falta-me algo, algo que não sei explicar o que é, falta-me algo...
Às vezes mira-mos as estrelas à procura de resposta, mas elas que sabem da vida cá em baixo? diz a rapariga sentando-se ao lado dele na rocha que servia de miradouro espacial, A noite é boa conselheira, sempre ouvi dizer! encosta a cabeça no ombro dele e olha também o espaço, e com um suspiro profundo diz, A noite sabe demais, sabe de carne e loucura, de solidão e depressão, mas pouco partilha connosco senão esses sentimentos que outros como tu lhe recitaram aos ouvidos, suavemente, suavemente!
Ele olha e uma lágrima escorre-lhe pela face, ao que ela prontamente responde secando-a…

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É tarde, a noite come-me o pensamento com escuridão dilacerante e eu por aqui, escrevo, ouço e penso. Perco o fio à meada porque a mente está presa e vagueia, para longe, para o passado. Carpe Omnium devia ser um lema para toda a vida mas na realidade sou um ser senciente, preciso de viver de sentimento em sentimento, negativo ou positivo, assim vivo e continuo a sobreviver, quero ser mais acreditem em mim, eu tento, ser forte, ser a barreira entre o cães desse mundo e as pessoas boas que conheço, e por momentos fui um desses caninos carniceiros, fui eu o culpado de dor, de mágoa, tudo porque acho que o mundo foi injusto para comigo, tenho que ser mais forte, ser o escudo e não o criminoso, não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti, e eu fiz. E ao espelho vejo-me com olhos cerrados e punhos cerrados, odeio a imagem reflectida, e perco-me em pensamentos, quem és tu, pergunto eu ao espelho e ele sem resposta ali fica a atormentar-me a meter gasolina nesta ardente r…