Falível

E quando mordemos o pó doentio da vergonha? E sem saber embaraçado recolho-me na pequena bola da minha maior falha.
Não tenho orgulho nisto que faço por aqui, o blog tem 3 anos, o livro da voz 5, o toma café comigo 6, o memórias está parado à quase 3 intocado, e se alguma vez me promovi foi pelo texto aqui, Re(conhecer), mas pela simples razão de que é mais dos outros que meu, a minha música é uma mancha que apenas trago a baila por gabarolice idiota. Medo talvez, medo de alguém não gostar, medo de ser mediano e não fantástico, medo de o que gosto realmente ser irrelevante e de mais uma vez ser destruído por comentários de gente torta que me destruam a vontade e sabor por fazer isto, mesmo sabendo que qualquer critica que possam tecer, não construtiva, eu consigo dissecar e agarrar pela espinha vil e pérfida de uma forma corrusiva e insultuosa, mas no fim depois de a raiva passar e a poeira assentar aquele que vive dentro de mim cairá na ratoeira de ouvir os meus pensamentos mais inseguros, ele será a esponja de todas as dores e vulnerável outra vez seguirá o caminho cabisbaixo dos seres sencientes revogados à réstia de orgulho primordial dos prazeres simples. E aqui arrisco cair numa contradição mas reconhecimento é ao mesmo tempo algo com que lido não lido bem, não sei me comportar quando me elogiam ou assumo a postura de um snob enfactuado com o seu próprio ego ou de alguém que está sobre ataque cerrado em que cada ponta de enaltecimento é seta no alvo e contorcendo a face em mil e uma caretas de angústia.
Em suma parei na bifurcação mais horrenda medo do falhanço e medo do sucesso, em que a única coisa que teria a meu favor era o facto de puder partilhar com mais de vós aquilo que adoro e possivelmente inspirar uma criatura mais preparada que eu para o criar grandeza, e que eu maravilhado feito fã e mau mentor possa sacudir de mim mérito enquanto me delicio con a vossa obra.
Como sou falível.

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