E quando mordemos o pó doentio da vergonha? E sem saber embaraçado recolho-me na pequena bola da minha maior falha. Não tenho orgulho nisto que faço por aqui, o blog tem 3 anos, o livro da voz 5, o toma café comigo 6, o memórias está parado à quase 3 intocado, e se alguma vez me promovi foi pelo texto aqui, Re(conhecer), mas pela simples razão de que é mais dos outros que meu, a minha música é uma mancha que apenas trago a baila por gabarolice idiota. Medo talvez, medo de alguém não gostar, medo de ser mediano e não fantástico, medo de o que gosto realmente ser irrelevante e de mais uma vez ser destruído por comentários de gente torta que me destruam a vontade e sabor por fazer isto, mesmo sabendo que qualquer critica que possam tecer, não construtiva, eu consigo dissecar e agarrar pela espinha vil e pérfida de uma forma corrusiva e insultuosa, mas no fim depois de a raiva passar e a poeira assentar aquele que vive dentro de mim cairá na ratoeira de ouvir os meus pensamentos mais inse...
O velho - Uma nota, só, na pauta não é musica tal qual uma gota não é oceano. A razão assim prontinha o diz, bem engomadinha a racionalidade é o fraque do que é social o hábito aprumado do ansião a quem o tempo não mais preocupa, a fumar o seu cachimbo no cadeirão em pose pensada e aperfeiçoada ao longo de décadas, presunção de pensar que teria sido tudo num mero acaso, realidade é que esperava por tal situação, ao que o próximo gesto foi forçado, pensado e triturado pela massa encefálica, actor amador que ele é, um pito curvado de mogno e ouro que retirado da boca e apontando para o petiz irritado pela razão que suprema reina sobre o discurso do idoso. O jovem - A razão que fala também diz que fumar mata, apreguar sem praticar é um desprazer auditivo e moralmente condenável. O velho - Rapaz, rapaz, vieste até mim em busca de respostas n...
Capt. 7 A imagem que fica, um café e um sol vigorante que rasga as nuvens e apresenta ao mundo as suas verdadeiras cores, as sombras ficam para trás e escurecem as caras, mas essas mesmas não importam, todos vemos essa luminosidade inusitada provocada pelo astro que ofusca os olhos este rasgo contrastante com o cinzento do dia e a noite que se avizinha. O sol faz contraste com a minha alma o yin e o yang quase permanente que se mistura no nosso âmago e nos deixa cinzentos como esse céu que lamenta despedidas. De onde vem este sol traiçoeiro que remata o final de uma lua cheia, porque vem ele tão radiante quando a sua amante lhe foge? Eu acho que a resposta se encontra em cada eclipse lunar aquele momento em que se beijam pintam-se ambos de negro e o halo criado por esse toque deixa-nos embasbacados a vislumbrar o momento, enche-nos de esperança com uma despedida radiante o sol beija a lua uma ultima vez provocando uma erupção de luz, as cores voltam a ambos aos pouco, dizendo ele até j...
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