sábado, 29 de outubro de 2011

002 On The Move

A vida não é mais que um grande esforço de malabarismo, se temos sonhos agarramos-os com ambos os braços, depois metemos a esperança sobre os sonhos, a isso junta-mos as amizades, amores e família, sobre os ombros a experiência e sabedoria, agrilhoados pelos calcanhares arrasta-mos o peso do dinheiro e da sociedade, e com isto o mundo manda-nos correr sem deixar-mos cair nada...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Best of Me Part. 6


Esta é solta, spur of the moment, nao sei o que me deu... mas fica... pera...... lembrei-me vem depois de ouvir o tema Tabu da Mixtape Martataca de M7 com Capicua.

Faço disto fado esforçado,
algo que não há no Evaristo,
sou o aristo,
tenho linhas que nas rectas,
quebram regras,
quatro pontos pro quadrado,
canto o fado, tão pesado,
e o serenar da tua voz,
que a sós,
me deixa naquele estado,
claro que isto é sexual,
chama-me o que quiseres até frustrado,
se amo uma mulher,
já me chamam desgraçado,
perdido no meu estrado,
que na cama, acende a chama,
naquele ritmo de quem ama,
deixa-me tocar,
desnudar,
não tenhas vergonha do teu corpo ao meu olhar,
não viro a cara, 
que repara, 
que não consigo desviar, 
e depois de rara, 
a minha tara,
é te fazer voar, 
para lá de plutão, 
dá-me a mão, 
esta na hora de descolar, 
por ti sou quechua, 
esse é o efeito de ti nua, 
não sou cristão, 
mas peço perdão, 
pois estou prestes a pecar, 
a saliva que na língua,
que na espera insinua,
em antecipação do teu gosto, 
que me faz imaginar, 
a visão do teu rosto, 
já prestes a chegar, 
fecha a cortina, 
que nesta rima, 
este sonho não pode acabar, 
e quando chego ao ponto, 
o revés no meu, 
sinto o teu móvel vibrar...
arghhh e atendes, 
tento te convencer mas não cedes, 
vestes e arranjas-te ao espelho, 
e eu que tenho, 
tanto para te dar, 
no relógio os ponteiros controlam o tempo a passar, 
e eu sem saber o que dizer, 
fiz cara de compreensivo, 
tão passivo, 
com o que estava a decorrer, 
abri-te a porta e deixei de te ver.

se todas as historia tivessem um final feliz...

Capt. 13



tic tac sedutor do relógio consome-me os passos, ainda faltam três kilometros e eu não sei para onde vou, como é possível um homem estar tão perdido envolvido no manto da tecnologia, bússolas, mapas, gps e tudo isso que faz os seres humanos terem sempre um rumo.
Talvez seja a necessidade mítica de sermos Vasco da Gama ou Pedro Álvares Cabral perdemos-nos no imenso oceano urbano que são as cidades de hoje, o granito sobre o tijolo colado com o cimento estruturado pelo aço e acabado em tinta, madeira e ferro de serralharia requintada, como é possível o ser humano viver sem arte das coisas?
Uma amiga minha à uns tempos desabafou uma ideia que levaria a arte até África, mas a arte existe em África, os nosso antepassados nasceram lá, e um ser complexo como nós não vive sem o artífice de criar, talvez seja o nosso segredo mais bem engendrado no âmago da torre de babel que é o nosso cérebro, não vivemos desprovidos de valor criativo somos acima de tudo criadores, apesar de a historia nos atribuir imensos nomes, por exemplo nós portugueses somos os exploradores, divisores do mundo com o nosso vizinho do lado, mas este planeta é demasiado imenso para apenas dois povos o controlarem, ao que a ideia é disparatada por todos os artifícios de Platão a gruta e todas essas merdas, lembras-te ensinaram-nos na escola essas coisas, não podes ser um Arquimedes nu a gritar pelas planícies de África eureka aqui está a cultura, porque de certa forma serias como um alienígena confrontado com a resposta mas nos temos cultura esta aqui, kimbundo sobre papel, makas da língua que o português mutante absorveu, está aqui no no bantu que Mia Couto exige em exportar, está aqui no semba, no kuduro, no kisomba, no crioulo de Cabo Verde e Guiné Bissau, está em toda a parte nos carrinhos de brincar feitos de ingenuidade infantil, nos quadros sobre rocha quente a cal, sobre as tradições dançantes das antigas tribos, está no esquecido Egipto de faraós, em Ceuta depois de varias tentativas de conquista por parte dos europeus, na África do Sul onde o nosso pessoa também chamou casa.
Queremos a força exportar o que nos faz únicos? Serei o único a achar isso idiota?
Depois disso ouvi o Presidente Lula, dizer algo fantástico e deveras real, o mundial vai ser no Brasil e vai estar tudo pronto a tempo, mas desenganem-se os europeus e o seu perfeccionismo demagogo que não vai ser perfeito, de muitas razoes vive um Brasil pulmão do mundo, de muitas teorias vive essa mesma terra, os portugueses diziam que os brasileiros eram preguiçosos e por isso importavam africanos para trabalhar, escravos, navios negreiros cheios de guerreiros do reino do Congo, e depois desse legado acha-mos que a arte carregada desse valor de muitos anos de exploração vai fazer a diferença no desenvolvimento desses países? Acho que o caminho correcto seria apoiar essas nações no melhor entendimento das suas culturas para que as mesmas possam se desenvolver, pois quem esquece a historia arrisca-se a que ela se repita, e não queremos de forma alguma voltar a ser colonizadores e reacender essa chama negreira de tantos anos.
O mesmo se aplica ao Brasil pais evoluído que respira de cultura artística de uma personalidade sem igual quando ergue o punho e diz não duvidem de nos pois somos e sempre seremos assim, mas fazemos e temos feito ate agora, ate olharem para nos com olhos de potencia mundial e não um apenas mais um pais da América doSul...
Se alguma coisa demos de boa a estes países foi uma personalidade vincada.
Um olá ao mundo desses países que considero irmãos, e uma desculpa imensa pelos males causados pelos meus antepassados, ou estarei também deturpado na mensagem porque na realidade os meus antepassados também eram desse continente imenso e fantástico que é África?