terça-feira, 22 de março de 2011

Capt. 11

Capt. 11

Pela noite...
Pele. Pérola.... TU ....
cores que não distingo na escuridão de te querer, perco noção do tempo, e tu não e repetes, tenho de ir, e repetes mais um beijo, doce e ardente.
o cheiro da tua pele nua, leva-me longe e preenche-me a alma da calma de uma maresia nocturna, de uma maré sem pressa.
o teu corpo espanta-me os teus lábios prendem-me em suspiros, parcos, lentos, deixa-me que te embrulhe e aperte, só mais um beijo, só mais um entrelaçar de dedos, só mais uma caricia por esses cabelos longos, ciumentos, que de quando em vez cobrem a tua face, feitos pano de teatro, que desvia-mos complacentemente para que o espectáculo continue, só mais um vislumbre dos teus seios, adoro sentir todo o teu corpo, deixa-me perder a cabeça, para nunca mais a encontrar, e quando te vais não digas nada sobre a minha cara, sou apenas eu já a ressacar de ti....

sábado, 19 de março de 2011

Clip Quinta-feira, 17 de Março de 2011

Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010 escrevi:


Como vos posso explicar o meu estado de espírito actual, a minha definição é BAHHHHHHHHHHH. ontem de manhã acordei abraçado a uma pessoa, hoje com uma barreira entre nós e amanhã nem juntos vamos estar, duvido que os nossos corpos voltem a tocar a mesma cama simultaneamente, não estou minimamente confiante de ser escolhido, deixei hoje ao sair dessa cama escorrer uma lágrima com aquele sentimento de que foi a ultima noite juntos que provavelmente dei-te o ultimo beijo naquele mesmo sitio, e o meu cérebro força a separação do que possivelmente foi a ultima caricia, fecho a porta por trás de mim, e a minha cabeça voa para longe, tão longe, perdido na rua demoro a escolher uma direcção, e a minha mente longe, tão longe, o meu peito aperta, e eu respiro fundo, o frio corta-me o nariz, nas asas do pensamento vim até quase às 5, um dia longo, outro, e o meu peito aperta neste momento, tenta esmagar a minha esperança, esse pequeno e poderoso feixe de luz que a minha alma luta para proteger, o corpo doi-me, e algumas lágrimas acham o caminho para fora de mim, o que fazer? o que pensar? os prós e contras, e como se o diabo e o anjinho, o tiko e o teko discutem dentro da minha mente, diz o teco - tu nem tavas apaixonado por ela, porque tás assim? tico - não, mas podia me apaixonar. - Podias mas assim é melhor... - Como melhor? Gostava de ter a chance de me voltar a apaixonar, voltar a ter outra pessoa com quem partilhar o sono, um beijo, um abraço, e eu raramente acho alguém que queira mesmo ter ao pé de mim. - Isso para a cama qualquer gaja serve... és parvo há mais peixe no mar. - Gosto mais de calor sincero, e beijos verdadeiros... mas isso são gostos né? - És um idiota pah, fico lixado de ser um neurónio num sitio em que pensam como tu, tantas mulheres ai e tu assim. - Sim elas são muitas, mas eu procuro gente única, com um brilho unico. -Fdx.

A minha vida não passa de um carrossel, uns dias feliz, nos seguintes não... que pena... que pena...

Hoje muitos meses depois vejo que a realidade muda, e que as certezas voam com o vento, nas mãos da vontade humana e da química que nos une... hoje apenas espero que o meu magnetismo seja forte o suficiente para te voltar a atrair...


"Se o meu sorriso é parvo... deixa-me sorrir... faz-me tão bem..."

sexta-feira, 11 de março de 2011

Clip Terça-feira, 8 de Março de 2011


"That's what people do they leap and hope to god they can fly, cause otherwise we just drop like a rock wondering the whole way down why in the hell did i jump, but here i am Sarah falling, and there's only one person in the world that makes me feel like i can fly, it's YOU"

Retirado do filme Hitch, fitting... Bem daqui a pouco voltamos à escrita a sério...

segunda-feira, 7 de março de 2011

Capt.10


Capt. 10


"Um escritor de alguma forma nunca amará nenhuma mulher à face da terra, porquê? Porque a criatividade que o alimenta de histórias também lhe trás a mais avassaladora proficiência para criar musas e tágides lindíssimas... Mas que escritor vagueia na perfeição sem se perder nos erros?" in Facebook

Diz ela: Gosto da maneira como escreves!
Digo: Como sabes se escrevo sequer?
Já te vi... escrever! Gosto da forma como
olhas o vazio, os teus olhos ficam intensos e ao mesmo
tempo tão cheios de nada!
Já te vi???
Sim, claro, agora mesmo......

E vi-a afastar-se no meio da confusão nocturna do bar.

À noite no meu blog escrevo:
Quem és tu???
Anónimo escreve: Sou quem ainda não
conheces...

Nas lides da minha vida o mesmo café de sempre,
o meu blackbook, uma caneta e um cappucino.
Olho a rua, através da mesma o mar, o melhor local do mundo para escrever,
as pessoas inspiram-me, o movimento estimula-me.
Sinto a imaginação a fervilhar!

De repente ao ver o mar perder-se na linha de horizonte,
no meu ângulo de visão aparece ela, eu já a vi, digo para mim,
mas onde?, entra no café onde escrevo, passa pela minha mesa
e quando se apercebe que a observo faz uma expressão estranha, entra no balcão
sem olhar para trás, e vestes um avental, o uniforme desse
estabelecimento, já te vi... penso eu...

Escrevo pela noite no meu blog:
Que cara foi aquela?
A empregada do café: O mar é mais bonito
que eu, porque lhe perdeste o interesse
e olhas-te para mim? Por causa do teu ego?
Eu escrevo: Tens razão,
não te minto, o mar é mais bonito, admito,
o meu ego levou-me a ler-te os movimentos,
parecidos com os do oceano em si, leves, certos, ligados
à terra, mas ao ver-te
....

a minha mão perdeu-se

....

Tenho medo do amor, mas quem tento enganar,
todos temos medo desse monstro sagrado.
Quem tentas tu enganar com essa cara?
Escondes apenas um sorriso!
Isto sim é o meu ego a falar.
Mas aviso-te, a merda é que os escritores
não sentem!
Deixam que as personagens ame e sofram por eles!
Sol escreve: Adoro a
sinceridade com que escreves!

Começa o meu dia, sinto a maresia atingir-me a face,
sinto-me bem, egocêntrico talvez,
os meus piropos habituais, desta vez a senhora da papelaria
onde compro tabaco, cora, estou confiante,
e quando estamos confiantes as coisas soam de forma diferente
a nossa voz ecoa nas paredes do ouvido,
toca os tímpanos profundamente,
e atinge no âmago,
tem esse poder, agora gostava que a sol
me explicasse o porquê de tanto gostar da minha escrita
quando esta voz é tão mais poderosa.

Entro no café, revolvo os olhos nas suas órbitas à procura
dos seus olhos, mas sem sucesso, sento-me, peço o habitual
e espero, espero te ver.

Não apareces....

À noite escrevo:

no mar vejo reflexos
na lua o passado
na reflexão, ilusão
nas passadas pretextos
para qualquer homem ser levado
a cair em paixão
Sol escreve:
Viste isso tudo no mar ou apenas imaginas-te alguém?
Escrevo:
Se é imaginação não o sei,
vejo-o tão real como as cores
do dia!
Ela escreve:
As cores às vezes são pura imaginação.
Escrevo:
Não são, vejo-te a ti irradiar as ruas e não
o teu homónimo astro.
Pergunto-me no entanto nesta hora tardia,
será que à noite brilhas com a mesma intensidade,
capaz de iluminar a escuridão.
Ela escreve:
Vem ver por ti próprio, estarei à beira do oceano que observas todos os dias, procura-me, quero ver o teu olhar clarificar a maré, intenso.
Adoro o teu olhar quando me observas.

E assim fui, perdi-me na brisa nocturna, marítima, cerrada, fria,
à procura do meu farol, da minha luz.




sábado, 5 de março de 2011

Capt. 9


Capt. 9

Já não sei o que escrever o que diga, gostava tanto que me amasses.

Quais são as palavras mágicas?

Diz-me eu juro-te que as repito o melhor que souber!

Será amo-te? Nunca te disse, tive medo de te assustar.

Devia ter-te pedido para ficares mais um pouco!

Mas pedinte não sou, ou serei?

Quantas vezes te disse amo-te, depois, tarde, tarde demais.

E isso faz de mim um pedinte.

O que serei eu, confirma-me, serei um bom amante? Serei um bom homem? Serei alguém que se deseje passar a vida ao lado? Serei sequer desejável?

Disseste-me que era gostoso!
Será que disseste-lhe o mesmo?

Não quero pensar nisso, e juro-te que os meus pensamentos são mais profundos neste momento, no que devo pensar eu?